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15 de jun de 2014

ATIVIDADES QUE PODEM SER REALIZADAS PELOS PEUB's

PIP MUNICIPAL- 2014 - CAPINÓPOLIS 

O TRABALHO COM LISTAS

1. Justificativa:

O trabalho com listas prioriza principalmente a construção da base alfabética. Deve ser o momento em que o professor estimula a reflexão coletiva e individual dos alunos sobre a grafia das letras e escrita das palavras, podendo-se transformar em um momento prazeroso de descobertas e trocas. O aluno ainda, comparando-as com a grafia convencional das palavras poderá refletir acerca de sua hipótese conceitual sobre a escrita.
           
2. objetivos:

·         Ampliar a possibilidade de apropriação da escrita de palavras significativas.
·         Construir e fortalecer a aquisição da base alfabética de escrita.
·         Ampliar o vocabulário através de leitura de palavras novas.
·         Compor listas a partir de um campo semântico.
·         Construir textos a partir das listas elaboradas.
·         Aperfeiçoar procedimentos de escrita e postura tais como: sentar, pegar no lápis, no papel.
·         Organizar listas de acordo com as características e utilidade dos produtos.

3. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

·         Discussão sobre a escolha do tema da lista e escrita do mesmo no quadro.
·         Reflexão acerca da hipótese do aluno sobre a escrita das palavras que compõem a lista, confrontando no quadro com as demais escritas produzidas pelos alunos.
·         Realização de atividades variadas de escrita como: individual, em dupla, em grupo, no quadro, no papel, no caderno, etc.
·         Cópia de listas, ditados pelos alunos e escrito no quadro pelo professor.
·         Criação de listas através de pistas: o professor dá a pista e o aluno escreve de acordo com seus conhecimentos prévios.
·         Formação listas contextualizadas usando letras móveis.
·         Listas de propagandas de embalagens recortadas de revistas ou encartes.
·         Listas de títulos ou personagens de histórias conhecidas.
·         Ditado e cópia, em situações funcionais de listas de providências a ser tomadas, ingredientes de uma receita, convidados para uma exposição, material para construção de um painel, etc.
·         Utilização da ordem alfabética na organização de agenda, catálogos, listagens, dicionários, etc.
·         Listas contextualizadas feitas pelos alunos ou professor através de mímicas;
·         Produção coletiva de listas de palavras por determinados critérios. (características, atributos derivados, antônimos, sinônimos, etc.).
·         Reconstrução de textos fragmentados (lacunas), já conhecidos anteriormente, com palavras apresentadas através de uma lista.
·         Formação coletiva de listas contextualizadas, pra confecção de cruzadinhas.
·         Escolha de palavras dentro de um mesmo campo semântico para elaboração de álbuns.
·         Criação de um minidicionário (glossário) com palavras que foram listadas pelos alunos sobre um determinado assunto. (animais, frutas, profissões, esportes, etc.).
·         Elaboração de listas com dados da turma: nome data de nascimento, endereço, telefone, filiação, etc.
·         Listagem de palavras exóticas, características de uma época ou região, explicando seu significado.
·         Campeonato em grupos de formação de listas de palavras dentro de um mesmo campo semântico, escolhido através de sorteio. (profissões, tipos de carro, esportes, alimentos, animais, etc.).
·         Descoberta de palavras listadas dentro de um contexto enigmático.
·         Produção de listas sempre que possível aumentando o número de palavras pedidas. (mais para os alfabéticos e menos para os não alfabéticos).

4. SUGESTÕES DE LISTAS:

·         Animais domésticos.
·         Animais selvagens ou de circo.
·         Aves, insetos.
·         Profissões.
·         Tipos de esportes.
·         Nomes dos dias da semana e meses do ano.
·         Meios de transportes.
·         Brinquedos.
·         Material escolar.
·         Nomes próprios.
·         Personagens de contos de fadas.
·         Personagens de revistinha infantil.
·         Ingredientes de receita culinária.
·         Frutas, cereais, verduras, legumes.
·         Alimentos doces e salgados.
·         Marcas de chocolate.
·         Derivados do leite.
·         Marcas de refrigerantes.
·         Doces de festa de aniversário.
·         Presentes de aniversário, etc.



NOMES PRÓPRIOS
1. Justificativa:
Por que trabalhar com os nomes próprios? As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe. O nome próprio tem uma característica: é fixo sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo o aluno com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima.
2. objetivos:
  • Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
  • Identificar a escrita do próprio nome.
  • Escrever com e sem modelo o próprio nome.
  • Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
  • Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
  • Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem das letras etc. e interpretação de escritas.
3. PROBLEMATIZAÇÃO:
O tema permite a identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes.
4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
·         Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para o aluno identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada.
·         Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.
·         Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas).
·         Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe
·         Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe.
·         Cada aluno poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva.
·         Identificação do próprio nome dando a cada aluno um cartão com o seu.
5. avaliação:
É importante observar e registrar os avanços dos alunos na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se os alunos fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar.
6. bibliografia:
Tolchinsky, Liliana . 1998 . Aprendizagem da Linguagem escrita. Editora Ática.
Teberosky, Ana. 1994. Aprendendo e escrever. Editora Ática. 1990. Psicopedagogia da Linguagem escrita. Editora Unicamp 1990. Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. EditoraUnicamp. Ferreiro, E & Teberosky A. 1984. Psicogênese da língua escrita. Artes Médicas. Curto, L&Morilllo, M&Teixidó, M -Escrever e ler - volumes 1 e 2. Artes Médicas.

EMBALAGENS – RÓTULOS

1. Justificativa:

As embalagens fazem parte da vida das crianças desde pequenas, e estão presentes em todas as famílias.
São materiais que enriquecem o trabalho de leitura e escrita, desde a educação infantil e que o professor deve utilizar sempre que possível. Durante a interação das crianças com os mais variados tipos de embalagens ele terá oportunidade de intervir, ajudar nas reformulações, encorajar e aguçar a curiosidade infantil.

2. objetivos:
geral:
Proporcionar à criança possibilidades variadas de conhecer e de experimentar, ludicamente, várias formas de escrita que aprecem na sociedade.
específicos:
conceitual
·         Diferenciar as embalagens através da exploração e manipulação direta.
·         Identificar indícios que ajudam descobrir a identificação dos rótulos.
·         Nomear o produto e sua marca.

procedimental
·         Classificar os produtos de acordo com as suas características.
·         Perceber as diversas características das embalagens.
·         Explorar os aspectos lingüísticos apresentados nos rótulos.


3. ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

·         Distribuição de várias embalagens vazias para os grupos e discutirem os conhecimentos comuns, as denominações, inscrições, marcas, validade.
·         Cópia de toda a escrita existente em um rótulo: uma mensagem impressa, palavras, numerais, de acordo com suas capacidades gráficas.
·         Discussão das características das embalagens: cor, tamanho, forma, peso, odor, sabor, etc.
·         Produção de propagandas referente a um determinado produto.
·         Construção junto com as crianças um supermercado.
·         Utilização de material pedagógico da sala de aula para ampliação dos conhecimentos sobre os rótulos. Ex: caixa de giz, lápis de cor, canetas hidrocor, potes de tintas etc.
·         Estudo de tudo que está impresso em um rótulo, desde a marca, nome, composição, local de fabricação, modo de usar, data de validade, composição, código de barra, etc.
·         Exploração lingüística das palavras existentes nas embalagens.
Ex: uma caixa de gelatina. (dissolver, sabor, pó, artificial, corante, adicionar).
·         Construção jogos e passatempos diversos utilizando rótulos e embalagens.
·         Criação de símbolos e rótulos, para trilhas de jogos.
·         Criação de logotipos diversos e propagandas de rótulos.
·         Leitura e comentários de encartes de supermercado com comparação de preço de um mesmo produto, originalidade e seu poder de marketing.
·         Produção oral e escrita de propagandas de produtos diversos.
·         Confecção de listas de produtos diversos encontrados nos supermercados: limpeza, higiene pessoal, refrigerantes, derivados de leites, legumes, frutas, cereais, massas, etc.
·         Criação de slogans, jingles e anúncios sobre produtos para comercial no jornal falado durante as brincadeiras de televisão.
·         Preparação de listas de compras, consultando encartes de supermercado.
·         Pesquisa e recortes de propagandas de produtos variados e posterior classificação ou seriação.
·         Transcrição de mensagens de produtos diversos em código.

4. culminância:

Construção de um supermercado na sala de aula junto com as crianças, utilizando-se das embalagens que elas trouxeram.
Confecção de um álbum ou caderno, com rótulos diversos, em ordem alfabética.

5. avaliação:

A partir da exposição dos trabalhos feitos pelos alunos.

6. bibliografia:

Ler e Escrever: Entrando no Mundo da Escrita – Anne Marie Chartier.
Jornal do Alfabetizador – Porto Alegre.
Revista: Por Um Triz – Crecheplam – São Paulo.
Projeto de Corpo e Alma – Prefeitura de Salvador.



HISTÓRIA

1. Justificativa:

Os contos de fadas mexem com os sentimentos mais primitivos do indivíduo. Neles o bem e o mal, claramente esboçado auxiliando as crianças a identificar seus problemas, suas emoções, suas limitações e suas possibilidades de resolução das dificuldades.

2. Objetivos:

·         Reconhecer obras e autores consagrados.
·         Apropriar-se da linguagem escrita própria desse gênero literário.
·         Perceber procedimentos adequados para ouvir os contos.
·         Ampliar o repertório lingüístico através das histórias apresentadas.
·         Associar o reconto e reescrita dos contos trabalhados á linguagem do autor.
·         Identificar marcas lingüísticas presentes nos textos.

3. Conhecimento Prévio:

·         Análise biográfica do autor.
·         Organização a biblioteca literária na sala.
·         Seleção de contos que serão apresentados: se é o professor quem escolhe considerar a qualidade do texto e das ilustrações; sua adequação a idade e ao interesse dos alunos.
·         Consulta no dicionário do significado das palavras desconhecidas.
·         Leitura pelo professor de conto ser trabalhado (duas ou mais vezes antes de ler para os alunos).
·         Observação e manuseio do livro pelos alunos.
·         Antecipação do conteúdo: tema, personagens, hipóteses da trama, etc.

4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
·         Leitura da história pelo professor.
·         Motivação dos alunos para fazerem leitura por imitação ou leitura virtual.
·         Trabalho com a estrutura textual do conto (ambientação, desenvolvimento da trama e finalização).
·         Reflexão sobre tempo em que se desenrola a história. (Cronologia).
·         Reconto da história pelo professor, aproximando-se o máximo da linguagem do autor.
·         Estimular as crianças para o reconto: trecho que mais gostaram ambientação; início ou final da história e todo o texto, etc.
·         Reescrita do professor no quadro, a partir do reconto oral dos alunos.
·         Cópia pelos alunos da reescrita feita pelo professor de trechos da história.
·         Distribuição da história ou trechos com lacunas para o aluno completar as palavras que faltam.
·         Reescrita em dupla de trechos ou de todo o texto.
·         Transformação o texto em outro tipo de linguagem: Carta, bilhete, mensagem, desenhos, etc.
·         Escrita pelos alunos do título da história, nomes dos personagens, de expressões típicas imutáveis, etc.
·         Reescrita pelos alunos, de alguns fragmentos previamente memorizados.

6. bibliografia:
Além da alfabetização – Teberosky Ana
A estrutura dos Contos de Fada – Aguiar Vera
Vanguardas Pedagógicas – GEEMPA


HISTÓRIA EM QUADRINHOS

1. Justificativa:

As revistas infantis fazem parte do cotidiano das crianças desde pequenas. Trabalhar com este portador de texto em sala de aula, será um momento prazeroso de trocas onde o aluno irá ampliar as suas idéias sobre o que caracteriza as histórias em quadrinhos.

2. objetivos:
·         Reconhecer este portador de texto em sua estrutura e função.
·         Construir uma história em quadrinhos, a partir de parâmetros adquiridos nos estudos anteriores.
·         Reconhecer os balões nas histórias como recurso para demonstrar seqüência de diálogos.
·         Interpretar a seqüência de diálogos.

3. PROBLEMATIZAÇÃO:

·         Conversa com todo o grupo sobre o que é uma história em quadrinhos e quais as favoritas de cada um.
·         Conhecimento sobre o que as crianças sabem sobre este portador de texto, socializando suas idéias.
·         Estudo sobre a história das histórias em quadrinhos.

4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
·         Leitura do texto da revista pelo professor.
·         Pseudo leitura pelos alunos.
·         Reconto de trechos da história ou o diálogo dos personagens pelos alunos.
·         Escolha dos personagens favoritos e seu desenho em várias posições (de frente, costas, de lado).
·         Levantamento dos nomes dos personagens da história em quadrinho e escrita pela professora em cartaz.
·         Varal de vários tipos de revistas infantis para pesquisa, ou seja, uso do ambiente alfabetizador para consulta.
·         Reconto de todo o texto pelo aluno.
·         Propostas de caça-palavras, cruzadinhas, forca.
·         Ditado e leitura do nome dos personagens.
·         Ampliação do repertório de palavras das revistas através de jogos como: Quebra-cabeças, baralhos, bingos, dominós, etc.
·         Escrita nos balões: onomatopaicas, amorosas, de gritos, choros, segredos, canções.
·         Reescrita em duplas (lembrar dos níveis conceituais) da fala dos personagens.
·         Rascunho de uma história em quadrinhos: trabalho com esboço. Em um primeiro momento expor ao grupo a idéia de esboço, mostrando exemplos.
·         Leitura de uma história em quadrinho, sem mostrar as gravuras e pedir que, na lousa reconstruam como rascunho. Assim as crianças que não compreenderam bem a idéia de esboço têm a chance de aprender como fazê-lo.
·         Construção em dupla ou individual da representação das idéias no papel a partir de uma organização simplificada do projeto: traçado dos quadrinhos, divisão da página em quadrinhos, lista dos nomes dos personagens conhecidos e suas respectivas características.

4. avaliação:

Desenhar e escrever uma história em quadrinhos.

5. CULMINÂNCIA:

Exposição das revistas em quadrinhos feitas pelos alunos.



PARLENDAS

1. Justificativa:

O trabalho com parlendas possibilita a integração da língua com jogos e brincadeiras, facilitando assim a aquisição de habilidades de leitura pelo rápido domínio oral que esse tipo de texto proporciona, bem como a ampliação do volume de escrita.

2. objetivos:

·         Reconhecer o texto parlenda.
·         Distinguir parlenda de contos e listas.
·         Adquirir progressivamente a base alfabética.
·         Valorizar a cultura popular.
·         Produzir outras parlendas.

3. PROBLEMATIZAÇÃO:
Conhecimento prévio.

4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
·         Exposição de parlendas em cartaz, na sala de aula.
·         Leitura das parlendas várias vezes acompanhando no cartaz, para garantir a memorização.
·         Leitura virtual ou pseudo-leitura pelos alunos.
·         Realização de atividades de exercícios de consciência fonológica em algumas palavras retiradas das parlendas. (sons, letras, rimas, etc.).
Ler palavra por palavra, procurando o significado de algumas, no dicionário.

5. avaliação:

6. CULMINÂNCIA:


ALGUMAS PARLENDAS
Um dois, feijão com arroz
Três quatro, comida no prato
Cinco seis, bolo inglês
Sete oito, comer biscoito
Nove dez, comer pastéis.

Uni duni tê
Salame minguê
Um sorvete colorê
O escolhido foi você.

Meio dia
Macaca assobia
Panela no fogo
Barriga vazia.

Fui ao cemitério
Tério, tério, tério
Era meia noite
Noite, noite, noite
Vi um esqueleto
Leto, leto, leto
Era vagabundo
Bundo, bundo, bundo.

Uma duna
Tena Catena
Saco de pena
Vila vilão
Conta direito
Que doze são.

Dedo mindinho
Seu vizinho
Maior de todos
Fura bolo
Cata piolho.

Lá em cima do piano
Tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
O azar foi seu.

Serra Serra, serrador
Quantas serras já serrou
Já serrei vinte e quatro
Uma, duas, três, quatro.

Atenção: Como as parlendas são regionais, algumas palavras podem variar.


O JORNAL EM SALA DE AULA

1. Justificativa:
O jornal faz parte do cotidiano da criança desde cedo. Interagir com este portador de texto desde a Educação Infantil, é iniciar o aluno ao mundo letrado, garantindo-lhe acesso ao conhecimento e promovendo experiências significativas com a linguagem oral e escrita.

2. objetivos:

·         Realizar a pseudo-leitura através das convenções gráficas de um jornal.
·         Localizar no jornal os diversos cadernos existentes.
·         Manusear vários tipos de jornais, familiarizando-se com este portador de texto.
·         Desenvolver interesse pela leitura de um jornal, valorizando-o como fonte de informação.
·         Produzir notícias escritas, ainda que não de forma convencional.

3. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

·         Manuseio do jornal pelas crianças folhear vários tipos de jornais, familiarizando-as aos poucos com este portador de texto.
·         Apresentação das partes que compõe um jornal.
·         Mostrar o nome do jornal, para reconhecimento no momento de sua utilização.
·         Destaque do que pode atrair a criança em um jornal: história em quadrinhos, esporte, programação de TV, etc.
·         Comparação do número de páginas de cada caderno e o número de caderno de cada jornal.
·         Associação dos nomes dos jornais às fichas dos nomes próprios, comparando-as.
·         Classificação cada parte do jornal com o respectivo nome: primeira página, classificados, esportes, artes, etc.
·         Recorte e colagem em uma folha de papel alguns indicadores do jornal: uma notícia de esporte, história em quadrinhos, classificados de compra e venda, programação de TV, propagandas (imagens, nomes, marcas, etc.).
·         Identificação das partes do jornal em que aparecem certas palavras com maior freqüência.
·         Separação de fichas com nomes de jornais e nomes de revistas conhecidas.
·         Trabalho com um projeto: “Jornal falado”, com apresentação de notícias de TV, de revistas e jornais.
·         Leitura e extração de significado de tirinhas de jornal.
·         Confecção de fichas com os nomes dos jornais e classifica-los tamanho do nome, número de letras, ordem alfabética, nomes compostos, mesma inicial, etc.
·         Trabalhar listas com nomes de jornais conhecidos e a cidade procedente.
·         Leitura e comentário do encarte infantil de jornais. (Gurilândia, globinho, folhinha, etc.).
·         Elaboração de textos jornalísticos (notícias) a partir de manchetes (títulos), direcionados pelas perguntas: Quem? O que? Onde? Por quê? Para que?
·         Campanha de oferta e empréstimos de encarte infantil e revistas.
·         Confecção de um mural semanal com as principais notícias da imprensa.
Confecção de um jornal com: notícias, ilustrações, tirinhas, adivinhações, programação de TV, notícias de esportes, etc.
·         Visita à emissora de televisão ou parque gráfico de jornais.
·         Entrevistas com jornalistas, repórter ou profissionais da área de comunicação.
·         Selecionar notícias interessantes para leitura, reconto e reescrita.
·         Confecção de um álbum com manchetes e notícias interessantes de jornais e revistas.

4. SUGESTÕES PARA TRABALHAR A PRIMEIRA PÁGINA DE UM JORNAL:

·         Reconhecimento do cabeçalho, data, tiragem, notícias em destaque, etc.
·         Comparação de várias primeiras páginas de jornal, assinalando as notícias semelhantes.
·         Recorto e colagem em uma folha de cartolina notícias de revistas que poderia pertencer a primeira página do jornal.
·         Descoberta que a primeira página anuncia as informações mais importantes, mas que para saber mais, é preciso ir a uma página interna.
·         Enumeração das informações: nome, data, cidade, preço, tiragem, etc.

5. SUGESTÕES PARA TRABALHAR o caderno de esporte:
·         Localização o mais rápido possível, o resultado de um jogo realizado.
·         Identificação dos fatos e acontecimentos esportivos que dizem respeito apenas ao futebol.
·         Lista os esportes que utilizam de bola para sua realização.
·         Lista os esportes que não utilizam de bola.
·         Enumeração dos tipos de esportes diferentes que aparecem no caderno esportivo.
·         Organização dos nomes encontrados em ordem alfabética: automobilismo – basquete – ciclismo – futebol – golf, etc.
·         Confecção de um álbum de figurinhas com nomes de modalidades de esportes, em ordem alfabética e ilustrada pelos alunos.

                         
REGRAS DE BRINCADEIRA

1. Justificativa:
Alfabetizar significa muito mais que simplesmente ensinar a traçar letras ou decodificar palavras. Este projeto propõe, através do tema "brincadeiras: ontem e hoje", atividades em que a criança possa se apropriar do sistema de escrita, ao mesmo tempo em que vão conhecendo a linguagem escrita, ou seja, os diversos tipos de textos presentes na sociedade. Os alunos vão pesquisar brincadeiras da infância de seus pais, farão votação para determinar as brincadeiras preferidas de ontem e de hoje e produzirão textos com instruções sobre essas brincadeiras para divulgação em cartazes na escola.

2. objetivos:
·         Falar e ouvir em diversas situações nas quais faz sentido expor opiniões, ouvir com atenção, sintetizar idéias, defender pontos de vista e replicar;
·         Perceber as propriedades da escrita: letras como representação de fonemas, direção da escrita, combinação das letras, formas e tipos de letras;
·         Ler e escrever diversos tipos de textos em situações comunicativas específicas;
·         Valorizar o resgate das brincadeiras, comparando-as no espaço e no tempo.

3. PROBLEMATIZAÇÃO:
Esta atividade permite que a criança trabalhe com o que ela já sabe sobre o tema (brincadeiras) e sobre a linguagem (as propriedades da escrita bem como os tipos de textos trabalhados). Mostra aos alunos que há momentos certos para falar e para ouvir, para ler e para escrever. Os diferentes tipos de registros que ocorrem durante a atividade (lista, instruções e cartazes) mostram como a linguagem escrita é capaz de organizar as informações dependendo da situação. Os alunos aprendem também a sintetizar as informações e percebem a importância de se falar ou escrever de forma adequada, para que sejam compreendidos.


4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
·         Faça com as crianças um roteiro de entrevista para que pesquisem junto aos pais e familiares às brincadeiras de seu tempo de infância;
·         Selecione algumas brincadeiras pesquisadas para, na lousa, junto com as crianças, elaborar as instruções que explicam as brincadeiras escolhidas;
·         Agrupe as brincadeiras comuns numa lista e peça que cada dupla de alunos escolha uma brincadeira que será divulgada para as outras turmas da escola por meio de um cartaz com o nome da brincadeira e o jeito de brincar;
·         Faça com os alunos uma lista de brincadeiras atuais, colocando-as em ordem alfabética;
·         Faça um cartaz com as crianças no qual constem, de um lado, os nomes das brincadeiras de hoje e, de outro, das brincadeiras de antigamente.

5. avaliação:
Ao longo do desenvolvimento da atividade, é possível avaliar como o aluno:
a) utilizou a linguagem (oral e escrita) em determinadas situações nas quais faz sentido falar, ouvir, ler ou escrever;
b) discutiu oralmente;
c) colaborou com o grupo no roteiro de pesquisa com os pais;
d) organizou individual e coletivamente os dados coletados na pesquisa;
e) escreveu as regras das brincadeiras, negociando com os colegas a elaboração das instruções;
f) trabalhou os aspectos gráficos e os elementos lingüísticos dos textos trabalhados: lista, texto de instruções e cartaz.
g) elaborou sínteses escritas para divulgação dos trabalhos através de cartazes;
h) relacionou suas hipóteses de escrita com as propriedades da escrita convencional, quando foi necessário ajustar o que fala ou ouve com o que precisa escrever.

6. bibliografia:
JOLIBERT, Josette. Formando crianças produtoras de texto. Volume II. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994
KAUFMAN, Ana Maria e RODRIGUEZ, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995
TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever. Perspectivas psicológicas e implicações educacionais. São Paulo: Ática, 1994


LEITURA DE EMBALAGENS E ETIQUETAS

1. Justificativa:
Este trabalho centra-se em atividades de leitura baseadas numa proposta significativa de alfabetização. Visa, com isso, formar leitores e escritores, e não apenas decifradores do sistema. Para organizar essa seqüência é preciso considerar:
Os conhecimentos prévios dos alunos. Neste caso, o grau de familiaridade com esse tipo de texto. Ou seja, é preciso saber que conhecimentos os alunos já têm sobre as embalagens e etiquetas. O que imaginam que possa estar escrito e onde podemos encontrá-las.
Os conhecimentos dos alunos sobre o sistema alfabético. Quais alunos já são capazes de ler e quais são capazes de antecipar o significado de uma mensagem apoiados em recursos como as imagens, por exemplo.
2. objetivos:
Ao final das atividades, espera-se que o aluno esteja apto a:
·         Reconhecer situações em que faz sentido buscar informações nas embalagens e etiquetas;
·         Identificar o tipo de informação possível de ser encontrada em cada texto desses portadores;
·         Identificar as principais informações trazidas nas embalagens e nas etiquetas;
·         Utilizar estratégias de leitura para buscar informações nos textos: antecipar o significado;
·         Utilizar as informações não verbais;
·         Utilizar o conhecimento de mundo;
·         Auto corrigir-se quando as antecipações não forem confirmadas pelo texto.
3. PROBLEMATIZAÇÃO:
Por que ensinar a ler etiquetas e embalagens? As etiquetas e embalagens são portadores de textos que cumprem a função de informar. Dizem a composição do produto, que cuidados são exigidos para seu funcionamento e manutenção, data de validade, modo de usar e de armazenar o produto... Veiculam textos escritos curtos e utilizam imagens. Ser capaz de compreender esses textos é fundamental para o exercício da cidadania e, se bem utilizados na alfabetização, podem trazer contribuições importantes também para os avanços dos alunos no processo de aquisição de procedimentos de leitor da escrita verbal e não verbal.

4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

·         Leve para a classe embalagens e etiquetas que você recortou. .
Organize pequenos grupos de no máximo quatro alunos, garantindo que cada grupo tenha alunos com mais informação e alunos com menos informação. Cada grupo recebe uma embalagem ou etiqueta. As crianças devem identificar qual o produto e o que deve estar escrito. Entregue a embalagem e peça ao grupo para responder: Qual é o produto? Para que ele serve? O que deve estar escrito na embalagem? Onde está o nome do produto? (Peça para que apontem). Quais outras informações devem estar escritas? Por que existem letras grandes e letras pequenas? Peça para que colem a embalagem recebida no papel sulfite e apresente para a sala. Como lição de casa, solicite aos grupos que procurem outras etiquetas e embalagens.
·         Vamos achar a embalagem? Recolha as embalagens trazidas pelos alunos. Cole-as na lousa. Organize um círculo com os alunos de forma que todos possam ver todas as embalagens. Diga à turma que todos vão participar de um jogo. Você diz o nome de um produto e as crianças devem procurar na lousa onde está a embalagem correspondente. Combine algumas atitudes com os alunos. Levantar a mão, por exemplo, quando achar. Se podem ou não levantar do lugar para procurar melhor. Se precisarem de dicas, devem pedi-las. Comece o jogo. Fale o nome do primeiro produto. Chame os alunos para pegar e embalagem. Pergunto onde está escrito o nome do produto? Explore as informações da embalagem. Verifique o prazo de validade e discuta por que essa informação aparece na etiqueta. Leia as informações sobre a composição e armazenamento do produto e todas outras informações importantes que estão na embalagem. Discuta com os alunos o que pode acontecer com alguém que compra um produto sem ler a embalagem.
Orientação: Durante o jogo, vá chamando os alunos. Para aqueles com menos informação dê dicas do tipo Começa com a mesma letra do seu nome, Tem seis letras.
Lição de casa: peça às crianças que perguntem aos adultos com quem moram se costuma ler as embalagens quando vão comprar algum produto.
·         Leve para a sala de aula etiquetas diversa. Nos mesmos grupos da atividade 1, os alunos devem identificar quais mensagens devem estar escritas em cada uma delas. Pergunte onde podem ser encontradas. Explore alguns símbolos muito utilizados por essas etiquetas, como indicações de como lavar, como passar etc. Você pode também pedir para identificar o tamanho da roupa, se estiver trabalhando com peças de vestuário. Como eu posso fazer para ter certeza que a roupa irá me servir, sem vestir a roupa?
5. avaliação:
Observe os indícios que o aluno utiliza quando tenta ler as palavras. Observe também a produção dos alunos e registre-a conforme a pauta de avaliação abaixo.
6. bibliografia:
Psicopedagogia da língua escrita AnaTeberosky - Editora Unicamp
Escrever e ler volumes 1 e 2 Luís M. Curto, Maribel M.Morillo e Manuel M. Teixidó Artes Médicas
Aprendendo Português César Coll e Ana Teberosky E. Ática
Aprendizagem da Linguagem escrita Liliana T. Landsmann E. Ática.
Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

RECEITAS CULINÁRIAS

1. Justificativa:
O trabalho com receita é interessante do ponto de vida da aprendizagem da leitura e da escrita, especialmente no ciclo inicial de alfabetização. Trata-se de um tipo de texto conhecido. Parte das crianças já deve ter visto um livro de receitas ou ouvido alguém dando receitas à outra pessoa, ou até visto na TV algum programa de culinária Isso facilita o trabalho, pois a intenção comunicativa da receita - que é explicar como fazer -já é conhecida.
As receitas também oferecem uma estrutura bem definida que inclui uma lista (de ingredientes), números (para definir quantidades), frases curtas e descrição de ações seqüenciadas (no modo de fazer) o que facilita a antecipação e a inferência na leitura. Aos poucos algumas palavras podem ser definidas pelos alunos como ingredientes, modo de fazer, açúcar, sal, farinha etc.
Faz-se necessário escolher receitas que ofereçam o maior apoio possível ao aluno: receitas com ilustrações, com diagramações destacadas e títulos para fornecer indícios que ajudem o aluno a se localizar no texto que lê e estruturar o texto que escreve.
2. objetivos:
geral
·         Obter informações através da leitura de textos informativos sobre a origem histórica e cultural das receitas coletadas na comunidade e pesquisadas em livros da biblioteca da sala ou da escola.
específicos:
LEITURA
·         Utilizar dados disponíveis nos textos instrucionais (no caso, receitas) valendo-se de características específicas como sua diagramação, presença de quantidades, palavras conhecidas, imagens, para fazer antecipações e verificá-las.
·         Coordenar informações proporcionadas pelo texto com informações provenientes das imagens.
·         Utilizar recursos para superar dificuldades de compreensão durante a leitura (pedir ajuda as colegas ou a professor, reler o trecho que provoca dificuldades).
ESCRITA
·         Produzir textos de receitas, ditando-os para o professor.
·         Transcrever, coletivamente, receitas gravadas, pesquisadas na comunidade, resolvendo problemas colocados pela passagem da oralidade à escrita.
·         Escrever listas de palavras, ingredientes, utensílios etc. utilizando os conhecimentos disponíveis sobre o sistema de escrita, pedindo, com precisão crescente, as informações de que necessita, fazendo perguntas cada vez mais especifica.

3. PROBLEMATIZAÇÃO:
PESQUISANDO AS COMIDAS DA MINHA TERRA...
Quais são os pratos típicos do lugar onde vivo? A resposta demanda uma pesquisa com a família e com a comunidade sobre as receitas típicas da região e também requer a leitura de livros, revistas e anotações das donas-de-casa. Será uma oportunidade para os alunos conhecerem esse aspecto da cultura local e a estrutura escrita de uma receita.
4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
·         Pesquisa com quitandeiras, merendeiras, cozinheiros e familiares, um momento no qual o professor poderá debater com os alunos sobre o que é uma entrevista, quais são melhores perguntas a serem feitas, como registrar e analisar o depoimento dos entrevistados. Aqui, o uso do gravador será fundamental. Aprender a lidar com esse recurso tecnológico será um outro desafio a ser enfrentado, sempre com o apoio do professor.
·         Outra situação possível é convidar as pessoas da comunidade para fazer os pratos na escola. Neste caso, o professor terá de orientar os alunos para observar e anotar, de modo que, mais tarde, possam registrar a receita, ditando-a ao professor.
·         Outra possibilidade é o trabalho com cópia. Pode-se copiar a receita preferida ou ter um caderno para copiar todas as receitas que forem feitas na escola.
·         Outras atividades são aqui sugeridas: escrever lista de ingredientes, escreverem listas de utensílios, descreverem o “modo de fazer”, que pode ser ditado para professor ou pode ser feito em duplas (um aluno dita e confere o que o outro escreve); completa palavra que faltam na lista de ingredientes (para isso, os alunos poderão se apoiar nas palavras estabilizadas (aprendidas) ou no próprio texto, já que no “modo de fazer” os ingredientes voltam a aparecer); etc.
·         Depois de selecionadas para o livro, as receitas são classificas pelos alunos em tipos determinados (doces, salgados, saladas etc.) e são digitadas ou transcritas (passar a limpo).
5. avaliação:
Observação de como o aluno faz antecipação e inferência na leitura e como utiliza os procedimentos e recursos próprios da escrita.
6. bibliografia:
Programa de Formação de Professores Alfabetizadores – 2001


Parâmetros Curriculares Nacionais (lº e 2º Ciclos) Língua Portuguesa Brasília, MEC/J 1997, p.74.

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